PCdoB lança ampla chapa de vereadores
Buscando ampliar a representatividade na Câmara Municipal, Partido lança 20 nomes a vereança.
Seguindo um projeto audacioso e consciente o PCdoB Americana lança para essa eleição 20 candidatos a vereador em Americana. Aglutinando lideranças de diversos seguimentos e setores da sociedade americanense como: músico, professor, dentista, enfermeira, fotográfo, comericiante dentro outras lideranças que contribuem para uma chapa forte e competitiva. Segue abaixo a relação completa dos candidatos a vereança pelo PCdoB para o pleito de 05 de outubro.
01 - ALEX KOYANAGI
02 - MARCIA ALVES
03 - MARCIA SILVA FERREIRA
04 - VALDIVINO APARECIDO DUARTE
05 - KLEBER MARCIANO CAMARGO
06 - VALTERCI MARTINS DE MOURA (HULKINHO)
07 - GRACIETE PEREIRA DA SILVA
08 - MARISA ALVES
09 - CARLOS (KABELA)
10 - JOÃO (TAXISTA)
11 - LUIZ RENATO
12 - SÔNIA LOURENÇO NUEVO
13 - TATA DO GALPÃO
14 – WLAD (PITÔ)
15 – ZUZU DO HOSPITAL
16 – JOÃO FOTOGRAFO
17 – LEONILDO
18 – PAULO DA GAMA
19- ELISETE SOARES DE MATOS 20- ALLAN RODRIGUES DA CUNHA
Escrito por Comunista às 13h25
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Omar Najar e Davi Ramos, ousadia e responsabilidade para vencer
Em Convenção realizada ontem (30/06) no CIEP ZANAGA, o PCdoB de Americana homologou a candidatura de Davi Ramos a vice-prefeito do candidato a prefeito Omar Najar (PMDB).
Sob uma agradável manhã de domingo cerca de 500 militantes e filiados acompanharam e aprovaram a indicação do nome do vereador Davi Ramos ao posto de vice prefeito do candidato a prefeitura Omar Najar (PMDB). Com uma fala calorosa e emocionada Davi Ramos convocou a militância a "gastar a sola do sapato" e assumiu a resposabilidade de conduzir a prefeitura ao lado de Omar numa administração popular e social. Agradeceu também o apoio dos outros partidos que lá estiveram e apoiaram sua candidatura como: PCB, PP, PHS, PSL e PMDB, Davi salientou ainda a necessidade de mundança na cidade, com maiores investimentos em EDUCAÇÃO, HABITAÇÃO e SAÚDE que ha muito esta entregue aos "sangue sugas" que aqui governam. Omar tambem presente, agradeceu o apoio da militância do PCdoB e disse estar mais confiante do que nunca que a vitória sera árdua e desgastante mas será assim mais gratificante no dia 05 de outubro quando a cidade tera como prefeito um empresario e um sindicalista, repetindo assim (na ordem inversa) a tática vitoriosa do Presidente da República quando indicou um empresário para ser vice presidente em sua chapa.
OMAR NAJAR prefeito DAVI RAMOS vice.
Escrito por Comunista às 12h12
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PCdoB bate o martelo: Davi Ramos é o pré-candidato a prefeito pelo Partido em Americana.
Em reunião realizada sábado na sede municipal do Partido, onde estiveram presentes a direção municipal, pré-candidatos e a direção estadual, ratificou-se a ideia de candidatura própria a prefeitura municipal de Americana, e que o nome do atual vereador do PCdoB Americana Davi Ramos é o nome de maior expressao dentro do Partido pelo fato de ter em seu curriculum presidência de sindicato, grande proximidade junto aos movimentos populares, além de contar com a experiência adquirida em 3 mandatos (12 anos) como vereador sendo no último pleito o segundo vereador mais votado da história de Americana com 3.102 votos. Seguindo a linha de expansão e lançamento de candidaturas próprias pelo Partido nas principais cidades do país, a direção estadual do PCdoB em conjunto com a direção municipal também afirmam que o Partido lançará chapa completa de candidatos a vereador, contando assim com 26 candidatos a vereança para o pleito de 05 de outubro.
Escrito por Comunista às 12h56
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2 DE JUNHO DE 2008 - 00h56
Aldo encabeçará campanha do Bloco de Esquerda em São Paulo
A quase quatro meses das eleições 2008, o deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP) se consolida como o nome do Bloco de Esquerda para disputar a Prefeitura paulistana. “O PSB, o PRB e o PCdoB evoluíram para o apoio à minha candidatura”, confirma o parlamentar comunista, em entrevista ao Vermelho, concedida na tarde deste domingo (1º/6).
Por André Cintra
Aldo: ''Candidatura tende a crescer''
Aldo calcula que terá duas inserções diárias de aproximadamente quatro minutos na TV (uma de manhã, outra à noite) durante a propaganda eleitoral gratuita. Com esse tempo e uma plataforma alicerçada nas idéias do Bloco de Esquerda — com foco na educação —, sua campanha tentará ganhar visibilidade diante de concorrentes mais conhecidos do eleitorado.
Na última pesquisa de intenção de voto realizada pelo Datafolha, em 15 de maio, o nome de Aldo aparecia com 2% em três cenários. Um número ainda distante dos dois dígitos obtidos pelos pré-candidatos Marta Suplicy (PT), Geraldo Alckmin (PSDB) e Gilberto Kassab (DEM) — mas nada que intimide Aldo Rebelo. “Qualquer pesquisa é como palpite sobre um jogo que não começou.”
Está 100% confirmado que você será o candidato do Bloco de Esquerda? Já fazia tempo que o bloco tinha se definido — PSB, PDT e PCdoB — pelo lançamento de uma candidatura própria. Nosso compromisso, desde o começo, era discutir as cidades brasileiras, apresentar propostas e projetos, sobretudo em municípios como São Paulo. O PRB e o PHS se integraram posteriormente a esse compromisso.
Surgiram três pré-candidaturas — a da deputada Luiza Erundina, pelo PSB; o Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, do PDT; e o meu nome. Até aqui, o PSB, o PRB e o PCdoB evoluíram para o apoio à minha candidatura. O PDT ainda não manifestou a decisão final e mantém a pré-candidatura do Paulo.
Você acredita que o PDT ainda pode aderir à sua candidatura? Nós constituímos um grupo para acompanhar as eleições e temos de nos prender apenas a compromissos assumidos. Não podemos especular.
Quem o Bloco de Esquerda está vislumbrando para ser seu vice? Essa discussão é posterior. Precisamos ainda formalizar a candidatura, realizar convenções. Só nesse âmbito é que o bloco discutirá um de seus nomes para ser o vice.
A Soninha Francine, pré-candidata do PPS, declarou que gostaria muito de firmar uma aliança com o PSB e PCdoB. Mas ponderou que você “também está bem disposto a ser candidato”, assim como ela. Essa possibilidade de coligação está descartada? Uma composição que envolvesse o bloco e o PPS seria uma coisa muito boa para São Paulo. São dois bons projetos e, com ou sem aliança, acho que a Soninha apresenta uma candidatura respeitável.
As negociações entre o bloco e o PT foram prejudicadas pela preferência petista em se coligar com o PMDB. Você até cunhou a expressão “síndrome de Cronos”, acusando o PT de, a exemplo do deus grego, devorar seus aliados... PT e PCdoB integram uma aliança muito, muito importante, em torno do apoio ao governo Lula. Somos da base aliada ao governo federal. Eu respeito muito a candidatura da Marta Suplicy e acredito que ela tem um painel respeitável ao redor. Mas as proposituras do Bloco de Esquerda e as do PT nos impedem de seguirmos juntos na eleição em São Paulo.
Com PCdoB, PSB e PRB juntos, qual será o tempo de sua candidatura na propaganda eleitoral na TV? Nós estimamos algo em torno de quatro minutos.
O que fazer, nesses quatro minutos, para vencer as restrições da legislação eleitoral e projetar a candidatura? Como diria o mestre Arraes (Miguel Arraes, ex-governador de Pernambuco), o capital dos pobres é a criatividade, a imaginação. Além de uma boa campanha na TV, precisamos ir ao encontro dos eleitores e expor nossas idéias — procurar formas de estabelecer esse contato. O bloco está pronto e determinado a fazer a campanha.
Nas pesquisas de intenção de voto para a Prefeitura de São Paulo, seu nome aparece com, no máximo, 2%. Como você avalia esses números, essas sondagens iniciais? Qualquer pesquisa é como palpite sobre um jogo que não começou. É como o “bolão” que as pessoas costumam fazer durante uma Copa do Mundo, palpitando sobre os resultados dos jogos. Além disso, Alckmin, Kassab e Marta — os candidatos à frente da pesquisa — gozam do privilégio de já terem disputado eleições majoritárias, o que torna seus nomes e suas candidaturas mais conhecidas. Já a nossa campanha ainda não começou efetivamente, e a candidatura tende a crescer.
Como você — que está desde 1991 em Brasília — faz para detectar os problemas mundanos e cotidianos dos moradores de São Paulo? O que fazer, por exemplo, para ouvir as demandas mais pontuais do trabalhador, da dona-de-casa, do desempregado que está em São Paulo? Eu venho a São Paulo a cada semana. Todas as minhas eleições (Aldo foi eleito vereador da capital em 1988 e deputado federal em 1990, 1994, 1998, 2002 e 2006), eu faço sobretudo na capital. Posso dizer que conheço razoavelmente os dramas e os desafios dos paulistanos, das pessoas que residem ou trabalham na cidade. E também sei das grandes potencialidades que São Paulo tem para enfrentar seus problemas.
E entre esses problemas que você abordará na campanha, no processo eleitoral, a educação será o tema principal, não? A educação deve ser o tema prioritário. É uma questão que serve para o presente e para o futuro da sociedade, das crianças, das famílias — é a principal questão da democracia. Para ser digna desse nome, a democracia pressupõe existência de uma educação de qualidade, que ajude seu povo a construir uma sociedade mais justa.
Os prefeitos de São Paulo foram negligentes com a educação? Erros muito graves foram cometidos, mas não vou examinar erros. Vou trabalhar para apresentar soluções.
Além dos partidos do bloco, você está recorrendo a especialistas e técnicos para elaborar a plataforma de campanha? Esse tipo de contato é permanente. Como deputado federal, é meu dever correr atrás de diagnósticos confiáveis sobre os problemas do país, de São Paulo. É algo imprescindível para enfrentar o debate.
Em São Paulo, o PCdoB sofreu reveses nas eleições de 2004 e 2006. Como uma candidatura majoritária como a sua pode ajudar o partido a se fortalecer? Estamos integrados a essa frente do partido, comungamos de uma perspectiva comum para São Paulo. O PCdoB sempre cresce nas batalhas políticas, nas batalhas eleitorais, e tem tudo para alcançar uma vitória importante em outubro.
Escrito por Comunista às 16h05
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PCdoB se prepara para a fase inicial da campanha eleitoral
A Comissão Política Nacional do PCdoB, reunida no último dia 30/5, em São Paulo, fez um balanço da fase atual do processo de preparação do Partido para o grande embate eleitoral de outubro próximo. Ainda nesta reunião, foi realizada uma discussão sobre a nova política de quadros do PCdoB, com a apresentação – por parte do relator Walter Sorrentino – do documento elaborado por uma Comissão Especial do Comitê Central.
Por Pedro de Oliveira
Foi a primeira reunião dos comunistas brasileiros realizada em sua sede própria, na longa trajetória histórica de 86 anos de lutas pela liberdade, democracia, em defesa dos direitos do povo e da soberania nacional.
Em sua intervenção inicial, o presidente Renato Rabelo fez uma breve referência aos principais acontecimentos da cena política e econômica mundial, para, em seguida, entrar no debate sobre o projeto do PCdoB para as eleições municipais deste ano.
Assim, Renato destacou a importante repercussão da assinatura do Tratado Constitutivo da União Sul-americana de Nações (Unasul), organização dos países sul-americanos, em reunião de cúpula de seus respectivos presidentes, realizada em Brasília na semana passada. Na ocasião, também foi formada uma comissão para definir o Conselho de Defesa Sul-americano, com o objetivo de fazer a defesa estratégica da região.
Renato lembrou, ainda neste contexto de luta antiimperialista no continente, a morte do líder guerrilheiro colombiano Manuel Marulanda, o “Tiro-Fixo”, fundador das Farcs, que dominam parte do território da Colômbia.
Registro significativo foi feito pelo presidente do partido ao se referir às resoluções do 14º. Foro de São Paulo, realizado no Uruguai, que tem papel destacado na busca da unidade de ação das forças progressistas e revolucionárias, fortalecendo a luta antiimperialista e afirmando a perspectiva socialista no continente.
Outro importante fato na conjuntura internacional é o fim de 240 anos de monarquia no Nepal, com a instalação da República a partir de uma decisão da Assembléia Constituinte, vitória de forças comunistas e outras organizações avançadas daquele país asiático.
No plano econômico, a recessão americana vai se configurando, além do crescimento medíocre dos países da União Européia e do Japão. Os países em desenvolvimento são afetados pela crise sistêmica, de uma forma ou de outra, mas crescem mesmo assim, tendo como principais preocupações a inflação sobretudo pelo aumento do preço das commodities alimentícias e do preço do petróleo.
Brasil No quadro nacional, Renato Rabelo destacou o tema candente da soberania, que se manifesta através de várias questões. Uma delas é a contestação feita pelo estado de Roraima junto ao Supremo Tribunal Federal, quando levanta o problema da legalidade da União definir quase metade do território de um estado em reservas indígenas contínuas, ou seja, o tema do pacto federativo.
Outra questão aflorou com força diante da divulgação pela Abin de levantamento da ação de interesses estrangeiros na região amazônica. A Amazônia é dos brasileiros, reafirmou o presidente do PCdoB, dizendo ser urgente a mobilização das forças avançadas da nação para definir um plano de desenvolvimento sustentado da região.
Na esfera legislativa, Renato lembrou a decisão tomada pela Câmara dos Deputados, em primeiro turno, do aumento do número de vereadores, passando de 52 mil para 60 mil, democratizando a representação nas Câmaras de Vereadores.
Outra grande batalha que está em pauta é a luta pela aplicação da emenda 29, assim chamada, para proporcionar o fortalecimento do Sistema Único de Saúde.
Na área econômica, Renato destacou a importância da definição de uma nova política industrial mais realista e a criação do Fundo Soberano Brasileiro. Por fim, nesta apresentação rápida das principais questões da conjuntura econômica, o presidente constatou o aumento do déficit em conta corrente do balanço de pagamentos como uma conseqüência negativa da política ortodoxa e contencionista do desenvolvimento – com a volta da elevação da taxa de juros – levada a cabo pelo centro conservador do Banco Central, contribuindo para o aumento da vulnerabilidade externa do Brasil.
Projeto eleitoral No que se refere ao projeto eleitoral do PCdoB, Renato Rabelo fez a defesa de uma resolução política da CPN para responder às exigências atuais da preparação do embate eleitoral deste ano. A seguir, o texto da resolução:
Resolução da 22ª reunião da Comissão Política Nacional
No mês de julho próximo culmina a atual etapa de preparação da campanha eleitoral de outubro, com a realização das convenções municipais partidárias e a oficialização das candidaturas construídas.
A Comissão Política Nacional registra que o PCdoB – em todo o país –chega a esse momento com o êxito de ter sustentado o projeto que se vem construindo desde 2007, sob a consigna de maior afirmação do projeto partidário.
Mantém-se a perspectiva de lançamento de cerca de 360 candidaturas a prefeito(a) e, notadamente, se torna possível essa perspectiva em até 15 capitais e 50 outros dos municípios mais populosos do país. É possível alcançar um grande incremento de eleição de prefeitos(as) comunistas com respeito a 2004. Além disso, consolida-se a proposição de lançamento de cerca de 10 mil candidatos(as) a vereador(a), com perspectivas de mais que duplicar a representação de vereadores nas capitais do país e triplicar o número geral pelo país.
Tem sido positivo também o esforço em buscar dar concretude política ao Bloco de Esquerda. Esse objetivo, perseguido pelo PCdoB, encontra ambiente favorável com o PSB, PDT e PRB, levando em conta os interesses recíprocos de todos saírem fortalecidos nas eleições de outubro. A perspectiva dessa união em municípios como São Paulo e Rio de Janeiro, com candidaturas únicas, será uma importante sinalização política para o país. Ao lado disso, segue o esforço de sustentar alianças com as demais forças integrantes da base de sustentação do governo Lula, especialmente o PT.
É de destacar que várias candidaturas de capitais chegam a esta última fase em condições favoráveis, algumas das quais despontando com índices bastante favoráveis nas pesquisas, denotando candidaturas de grande expressão e prestígio político, capazes de aglutinar apoios políticos e sociais, polarizar o debate eleitoral com idéias avançadas, chegar ao segundo turno e vencer. Para sustentar este projeto geral é preciso realizar um grande esforço. Nesse sentido, o PCdoB reitera as prioridades de seu projeto eleitoral nacional, centradas na disputa pela reeleição do prefeito Edvaldo Nogueira em Aracaju; na disputa de Olinda, com Renildo Calheiros; do Rio de Janeiro, com Jandira Feghali; em Porto Alegre, com Manuela D´Ávila, e em São Paulo, com Aldo Rebelo.
Outras prioridades poderão se estabelecer, com chances efetivas de vitórias, a serem apreciadas pelo Comitê Central após as convenções de junho. Terá, também, grande importância perseguir a vitória nos municípios com mais de 100 mil habitantes ou aqueles que são pólos regionais nos estados. A culminação da fase atual consolidando essa perspectiva precisa realizar um conjunto de tarefas:
1) Segue necessário consolidar e ampliar o arco de apoios político-partidários às candidaturas majoritárias, com coligações amplas que permitam maior âmbito de expressão na propaganda eleitoral gratuita, mais extensa base social às candidaturas e maior número de vereadores(as) e deputados(as) em apoio às candidaturas;
2) Concretizar em junho o esforço de conferir a essas candidaturas um programa nítido de proposições para as cidades, indo ao encontro das aspirações de desenvolvimento e progresso da população e melhor distribuição social dos seus efeitos. Isso vai ligado à definição do perfil da candidatura, do espaço político que se deve ocupar na disputa, das bandeiras concentradas que norteiam a linha publicitária, elementos integrantes da estratégia política da campanha.
3) Estruturar e planejar as campanhas majoritárias, por intermédio da definição de sua coordenação política, de comunicação e propaganda, de finanças e tesouraria, da área jurídica, e instituição do comitê eleitoral que permita, tão logo seja registrada a candidatura pós-convenção, despregar com energia o trabalho de campanha propriamente dita, com uma agenda política bem estabelecida, de forma ampla, contando com a participação e iniciativa de apoiadores;
4) Consolidar o esforço de constituir nominatas fortes de candidatos (as) a vereador (a), em chapas próprias ou em coligação, e definir com precisão os objetivos eleitorais para vereadores. Quando há candidaturas majoritárias, compor as nominatas levando em conta também os objetivos de sustentação delas e os interesses das forças aliadas;
5) Mobilizar amplamente as fileiras partidárias, apoiadores e forças aliadas para as convenções, como o primeiro grande ato político da campanha propriamente dita, demonstração do prestígio e apoio alcançados e da mobilização militante para a campanha. Assegurar o cumprimento da Resolução do Comitê Central de março passado, no sentido de implementar a Carteira Nacional Militante 2008 em toda a escala, como expressão do espírito militante.
6) Participar ativamente, no mês de junho, da mobilização nacional “Menos juros, mais desenvolvimento”, da Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS), da luta da CTB e demais centrais sindicais e do processo congressual da UJS.
São Paulo, 30 de maio de 2008 A Comissão Política Nacional
Escrito por Comunista às 15h36
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Nota.
O PCdoB de Americana lamenta fortemente a agressão que o prefeito Erich fez ao saudoso prefeito Dr Waldemar Tebaldi e sua esposa Dona Luiza.
Infelizmente o jogo político não reverencia pessoas tão queridas por nossa população, ainda mais pessoas que já não podem mais se defender.
E deplorável que o Prefeito Erich que deve tudo ao Dr. Tebaldi tenha esta atitude deselegante e desrespeitosa.
Porquanto além de ser visto como traidor do legado e das obras do Tebaldi agora se coloca como covarde, pois estas agressões são gratuitas e não colaboram em nada com nossa cidade.
O prefeito deveria permanecer em silencio se não tem o que dizer.
Escrito por Comunista às 11h28
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Vereador Davi Ramos rebate críticas de Erich à ‘equipe de Tebaldi’
Matheus Perez - Americana
O vereador e pré-candidato à Prefeitura de Americana, Davi Ramos (PCdoB), criticou ontem a declaração do prefeito Erich Hetzl Júnior (PDT) que responsabilizou a administração do ex-prefeito Waldemar Tebaldi (morto em 2006) pela compra de um tomógrafo que nunca funcionou. Ramos também atacou a postura da administração Erich, que em 2005 responsabilizou ao MP (Ministério Público), a ex-primeira-dama, dona Luiza Tebaldi (morta em 2005) pela exploração comercial de um bar na antiga Casa do Vovô, que hoje abriga o Civi (Centro Integrado de Valorização do Idoso).
Na avaliação do parlamentar, o prefeito falta com o respeito quando imputa a pessoas já falecidas, problemas registrados em sua administração. “É fácil atacar pessoas falecidas que não podem se defender”, disse Ramos. Sobre a ex-primeira-dama, o parlamentar afirmou que “o Erich deveria lavar a boca com Listerine antes de falar de uma pessoa que sempre trabalhou para as pessoas mais pobres da cidade”. Sobre a compra do tomógrafo, Ramos lembrou que a aquisição do aparelho foi feita quando Erich já havia assumido de maneira interina a Prefeitura de Americana. “A compra do aparelho foi feita quando o Erich já estava a frente da administração municipal. Tanto foi assim, que a Câmara abriu, durante o seu mandato, uma CEI (Comissão Especial de Inquérito) para investigar a aquisição do aparelho que nunca funcionou”, atacou o parlamentar.
A filha do ex-prefeito Waldemar Tebaldi, a professora Heloisa Tebaldi, foi procurada durante a tarde de ontem em seu celular e no telefone de sua residência, porém não foi encontrada para comentar o assunto. De acordo com Ramos, no momento certo a filha do ex-prefeito rebaterá as críticas feitas à família Tebaldi.
Escrito por Comunista às 11h13
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Plenária do PCdoB/Americana reúne 350 pessoas e pede candidatura própria
Cerca de 350 pessoas compareceram à plenária festiva em comemoração aos 86 anos do PCdoB realizada no último sábado, na Associação Atlética Banco do Brasil, na cidade de Americana.
Lideranças políticas de PTB, DEM, PMDB, PV, PDT, PHS, PSL e PT marcaram presença, além de representantes de variados segmentos sociais, demonstrando a representatividade do Partido na cidade. A marca da plenária foi a animação da militância com o lançamento de uma candidatura própria do PCdoB para a disputa pela prefeitura.
Para Davi Ramos, vereador comunista no terceiro mandato, ''a possibilidade do PCdoB em Americana ter um nome próprio para disputar a prefeitura já é uma realidade, o que tem feito muitas forças políticas locais se movimentarem no sentido de nos apoiar, já que a candidatura representa um fato novo na política da cidade. Esse projeto tem entusiasmado muito a militância, que demonstrou mais uma vez estar preparada para enfrentar esse desafio''.
''Pela coerência de seu posicionamento, pela amplitude das suas relações políticas, como ficou demonstrado pelo ato, e pelo enraizamento do seu trabalho, o PCdoB está gabaritado a se colocar como alternativa política para a sociedade de Americana, através de uma candidatura própria à prefeitura. É o que sentimos quando conversamos com trabalhadores, empresários e os mais diversos movimentos organizados'', diz Vladmir Aparecido de Castro, presidente do PCdoB local.
fonte:http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=35981
Escrito por Comunista às 00h29
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Escrito por Comunista às 19h28
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Charge de Bira para A Charge Online
Escrito por Comunista às 20h03
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Aldo quer PMDB para formar ''3ª via'' na capital
Na hipótese de uma equação eleitoral tendo como componentes os partidos do Bloco de Esquerda (PSB, PDT, PCdoB, PRB, PMN, PHS) mais a presença do PMDB, o resultado seria uma candidatura alternativa à tradicional disputa bipolar entre petistas e tucanos em São Paulo. E é na construção política desta terceira via que trabalha o pré-candidato pelo PCdoB, deputado federal Aldo Rebelo (SP). Em entrevista ao jornal DCI (DIário do Comércio e Indústria), ele comenta que a aliança já nasceria forte e com potencial de mudar o cenário eleitoral de outubro.
Reconhecido até por oposicionistas como um político hábil e conciliador, o ex-presidente da Câmara Federal tem uma tarefa complicada pela frente. Além de costurar o consenso em torno de um único nome entre os pré-candidatos já apresentados pelos outros partidos, como os deputados federais Paulinho da Força (PDT) e Luiza Erundina (PSB), além dele próprio, terá que convencer o PMDB, cortejado pelos concorrentes que encabeçam as pesquisas de intenção de voto, a embarcar na coligação.
Rebelo torce para que as suas conversas com o ex-governador Orestes Quércia, presidente estadual do PMDB, prosperem para evitar o cenário de Porto Alegre, onde estava tudo acertado para o PMDB apoiar a comunista Manuela D'Ávila, mas o atual prefeito José Fogaça mudou do PPS para o PMDB e os caminhos das legendas se separaram. Cedo para apostas, mas ainda em tempo de acreditar que a aliança é possível e pode trazer dividendos para seus componentes. ''O PMDB e o PCdoB compõem um eixo de centro-esquerda importante para o País e uma aliança aqui em São Paulo entre seria uma sinalização importante para as alternativas de que o País poderia dispor no futuro'', disse Aldo em entrevista exclusiva ao DCI. Com 30 anos de vida pública recém completados, Aldo Rebelo falou ainda da importância de São Paulo no cenário nacional, cobrou mais investimentos para a capital
Por que o PCdoB optou por uma candidatura própria e não coligou logo no primeiro turno?
Aldo Rebelo: Eleição é um momento não apenas de disputa de votos, mas é um momento de disputa de idéias, de propostas, de visão da sociedade, do País e das cidades. Achamos que temos uma proposta diferente para São Paulo e apresentamos ao bloco de esquerda que integramos, formado pelo PSB, PCdoB e PDT, a idéia de termos uma candidatura própria. Respeitamos as candidaturas do atual prefeito Gilberto Kassab (DEM), do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) e da ex-prefeita, Marta Suplicy (PT), porque são nomes já testados e provados como administradores e políticos experientes, mas queremos apresentar nossas propostas. Procurei também outros partidos que ainda não lançaram a sua candidatura, como é o caso do PMDB. Tenho conversado bastante com o ex-governador Orestes Quércia, que deverá, junto com o PMDB, tomar uma posição por esses dias, para que tenhamos uma alternativa para São Paulo que não seja simplesmente a disputa bipolar entre o PT e o PSDB.
O PCdoB tem caminhado junto ao PT. Isto foi bom para o partido?
AL: Acho que foi importante, porque ajudamos a eleger Lula e apoiamos o presidente Lula nos momentos mais difíceis. Mas sempre destaquei a importância do PMDB e da existência do bloco para equilibrar as forças políticas no Brasil.
Como se daria uma aliança dos partidos do chamado bloquinho, que já têm pré-candidatos com o PMDB?
AL: Os partidos teriam que se reunir e escolher um candidato entre esses que já se lançaram pré-candidatos. Paulinho do PDT, e o PSB com a Erundina e se o PMDB tiver um nome, também. Escolhem aquele candidato que represente o interesse de todos. O PCdoB sozinho não tem condições de disputar a prefeitura de São Paulo, ele precisa de aliados, daí a nossa busca para compor com o bloco e buscar o PMDB.
Qual seria a participação do PMDB em uma eventual aliança?
AL: O PMDB é o partido com mais inserção, com mais enraizamento nacional dos partidos que nos temos no Brasil. Ele tem a sua força distribuída do Amazonas ao Rio Grande do Sul. Tem também grande capilaridade e um grande acumulo de experiência administrativa e programática sobre o Brasil e sobre os municípios brasileiros. E o PCdoB até ser legalizado integrava o PMDB. Pertenci ao PMDB durante muitos anos, fui delegado da Convenção Nacional que escolheu Tancredo Neves para presidência da República, fui candidato a deputado federal pelo PMDB e tenho com o partido uma grande identidade. Participamos de governos do PMDB, como é o caso do Paraná, com o governador Roberto Requião. Participamos da prefeitura de Goiânia, governada pelo ex-senador Íris Rezende. Então, o PMDB e o PCdoB compõem um eixo de centro-esquerda importante para o País e uma aliança aqui em São Paulo entre PMDB e PCdoB seria uma sinalização para as alternativas de que o País poderia dispor no futuro.
De que forma essa costura política é uma boa proposta para os peemedebistas?
AL: Creio que é importante também para o PMDB porque pela dimensão e importância que tem no País, não pode ser reduzido a coadjuvante de uma polarização entre o PT e o PSDB, onde ora tem que estar com um e ora tem que estar com outro. O PMDB tem condições de pensar em outro caminho, tem força e dimensão para isso e o PCdoB pode ser um aliado importante nessa estratégia.
É possível imaginar que há espaço para uma 3ª via?
AL: O eleitorado de São Paulo já buscou 3ª vias em momentos distintos da nossa eleição. Como foi o caso da eleição de Jânio Quadros para Prefeitura, como foi o caso da eleição da deputada Luiza Erundina (PSB) e acho que o eleitor tem a idéia da renovação na política. Ele rejeita a acomodação em torno de rostos que já governaram a cidade e que não apresentaram soluções duradouras para os dramas de um município como São Paulo.
Qual a leitura que o senhor faz do atual cenário pré-eleitoral em São Paulo?
AL: Evidente que a divisão do campo PDSB-DEM favorece momentaneamente a candidatura da ex-prefeita Marta Suplicy, mas é preciso considerar que a candidatura do Alckmin tem uma força própria muito grande e o candidato Kassab conta não apenas com a Prefeitura, mas com o apoio e a simpatia do governador José Serra, o que não é pouco na cidade de São Paulo. A terceira via, se surgisse em uma composição desse bloco e o PMDB, daria uma nova perspectiva para a disputa eleitoral da capital, porque também sairia com muita força. Ela tem potencial para recolher votos tanto na área tucana como na petista.
Qual a importância da eleição na capital paulista para 2010?
AL: São Paulo não é apenas uma das metrópoles mais importantes do mundo, é a cidade mais importante do Brasil. A capital política é Brasília, a sede dos poderes, mas a capital econômica, comercial, cultural e de serviços do Brasil é São Paulo. É o segundo destino de todos os brasileiros que não vivem e não trabalham em São Paulo. Ela acolhe as principais feiras, mostras, os principais congressos, é o centro financeiro, tem os principais escritórios de consultoria, portanto, a cidade de São Paulo, se é importante para os seus moradores, ela também é muito importante para o estado de São Paulo e para o Brasil. Daí que a disputa para prefeitura seja de fato uma disputa municipal e uma disputa nacional. E nela se envolvem todas as forças políticas interessadas em governar a principal metrópole da América Latina, e aqueles que estão de olha na disputa de 2010.
O senhor acredita que o debate para 2010 está antecipado?
AL: A eleição é antecipada em função da inexistência de um sucessor natural do presidente Lula, que encerra o seu mandato em 2010 e não tem ainda um sucessor sacramentado pelo próprio presidente. Então, os pré-candidatos naturalmente antecipam suas pretensões. E entre os nomes surgem, José Serra e Aécio Neves, e o deputado Ciro Gomes e os nomes do PT, com a ministra Dilma Rousseff e o ministro Patrus Ananias, exatamente porque todos sabem que Lula não é mais candidato a presidência da República. Se fosse, acho que o quadro seria outro. Creio que se a legislação permitisse que o presidente Lula fosse candidato, Serra não seria candidato, nem Aécio Neves, nem Ciro Gomes.
Quais principais problemas da cidade metrópole?
AL: O principal problema da cidade de São Paulo é político. É ela ser assumida como uma metrópole do estado e do País. São Paulo é a porta de entrada e de saída da economia e do comércio no Brasil. Além do comércio e indústria, as pessoas procuram São Paulo para tratamento de Saúde, por exemplo. Então, o governo federal tem que assumir sua parcela de responsabilidade pela cidade, como por exemplo, investindo em infra-estrutura para melhorar o sistema de transporte para cidade. Quantas vezes o presidente Lula desembarcou no aeroporto de Maceió, ou de João Pessoa, ou de Porto Alegre ou de Cuiabá? E quantas vezes ele e seus ministros desembarcaram no aeroporto de Congonhas? Pela resposta, você vai perceber que São Paulo é quase tão capital do Brasil quanto Brasília. O cidadão que desembarca em São Paulo em busca de uma consulta no Hospital das Clínicas ou Sírio-Libanês, por exemplo, vindo do Brasil ou de qualquer lugar do mundo está usando a infra-estrutura de São Paulo. Aqueles que freqüentam as feiras ou vem simplesmente a passeio, ou que vem a turismo. Todos eles são brasileiros usam a infra-estrutura. Então, São Paulo tem que ampliar a sua participação com o governo federal e receber muito mais recursos para dar conta de uma missão que não é apenas ser uma cidade mais humana para os seus moradores, mas de ser uma cidade mais humana para todos os brasileiros que por ofício profissional ou lazer visitam a cidade. Melhorar a vida de São Paulo é melhorar a vida do País e acho que o governo federal investe pouco na cidade. O governo estadual também deveria investir mais. Não estou tirando a responsabilidade da prefeitura, estou apenas relativizando o alcance da Prefeitura de São Paulo para dar conta das demandas e das exigências que tornem essa cidade ainda mais importante para o estado e para o País.
Fonte: DCI
Escrito por Comunista às 14h23
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O sonho de Martin Luther King
Eu estou contente em unir-me com vocês no dia que entrará para a história como a maior demonstração pela liberdade na história de nossa nação. Cem anos atrás, um grande americano, na qual estamos sob sua simbólica sombra, assinou a Proclamação de Emancipação. Esse importante decreto veio como um grande farol de esperança para milhões de escravos negros que tinham murchados nas chamas da injustiça. Ele veio como uma alvorada para terminar a longa noite de seus cativeiros. Mas cem anos depois, o Negro ainda não é livre. Cem anos depois, a vida do Negro ainda é tristemente inválida pelas algemas da segregação e as cadeias de discriminação. Cem anos depois, o Negro vive em uma ilha só de pobreza no meio de um vasto oceano de prosperidade material. Cem anos depois, o Negro ainda adoece nos cantos da sociedade americana e se encontram exilados em sua própria terra. Assim, nós viemos aqui hoje para dramatizar sua vergonhosa condição. De certo modo, nós viemos à capital de nossa nação para trocar um cheque. Quando os arquitetos de nossa república escreveram as magníficas palavras da Constituição e a Declaração da Independência, eles estavam assinando uma nota promissória para a qual todo americano seria seu herdeiro. Esta nota era uma promessa que todos os homens, sim, os homens negros, como também os homens brancos, teriam garantidos os direitos inalienáveis de vida, liberdade e a busca da felicidade. Hoje é óbvio que aquela América não apresentou esta nota promissória. Em vez de honrar esta obrigação sagrada, a América deu para o povo negro um cheque sem fundo, um cheque que voltou marcado com "fundos insuficientes". Mas nós nos recusamos a acreditar que o banco da justiça é falível. Nós nos recusamos a acreditar que há capitais insuficientes de oportunidade nesta nação. Assim nós viemos trocar este cheque, um cheque que nos dará o direito de reclamar as riquezas de liberdade e a segurança da justiça. Nós também viemos para recordar à América dessa cruel urgência. Este não é o momento para descansar no luxo refrescante ou tomar o remédio tranqüilizante do gradualismo. Agora é o tempo para transformar em realidade as promessas de democracia. Agora é o tempo para subir do vale das trevas da segregação ao caminho iluminado pelo sol da justiça racial. Agora é o tempo para erguer nossa nação das areias movediças da injustiça racial para a pedra sólida da fraternidade. Agora é o tempo para fazer da justiça uma realidade para todos os filhos de Deus. Seria fatal para a nação negligenciar a urgência desse momento. Este verão sufocante do legítimo descontentamento dos Negros não passará até termos um renovador outono de liberdade e igualdade. Este ano de 1963 não é um fim, mas um começo. Esses que esperam que o Negro agora estará contente, terão um violento despertar se a nação votar aos negócios de sempre. Mas há algo que eu tenho que dizer ao meu povo que se dirige ao portal que conduz ao palácio da justiça. No processo de conquistar nosso legítimo direito, nós não devemos ser culpados de ações de injustiças. Não vamos satisfazer nossa sede de liberdade bebendo da xícara da amargura e do ódio. Nós sempre temos que conduzir nossa luta num alto nível de dignidade e disciplina. Nós não devemos permitir que nosso criativo protesto se degenere em violência física. Novamente e novamente nós temos que subir às majestosas alturas da reunião da força física com a força de alma. Nossa nova e maravilhosa combatividade mostrou à comunidade negra que não devemos ter uma desconfiança para com todas as pessoas brancas, para muitos de nossos irmãos brancos, como comprovamos pela presença deles aqui hoje, vieram entender que o destino deles é amarrado ao nosso destino. Eles vieram perceber que a liberdade deles é ligada indissoluvelmente a nossa liberdade. Nós não podemos caminhar só. E como nós caminhamos, nós temos que fazer a promessa que nós sempre marcharemos à frente. Nós não podemos retroceder. Há esses que estão perguntando para os devotos dos direitos civis, "Quando vocês estarão satisfeitos?" Nós nunca estaremos satisfeitos enquanto o Negro for vítima dos horrores indizíveis da brutalidade policial. Nós nunca estaremos satisfeitos enquanto nossos corpos, pesados com a fadiga da viagem, não poderem ter hospedagem nos motéis das estradas e os hotéis das cidades. Nós não estaremos satisfeitos enquanto um Negro não puder votar no Mississipi e um Negro em Nova Iorque acreditar que ele não tem motivo para votar. Não, não, nós não estamos satisfeitos e nós não estaremos satisfeitos até que a justiça e a retidão rolem abaixo como águas de uma poderosa correnteza. Eu não esqueci que alguns de você vieram até aqui após grandes testes e sofrimentos. Alguns de você vieram recentemente de celas estreitas das prisões. Alguns de vocês vieram de áreas onde sua busca pela liberdade lhe deixaram marcas pelas tempestades das perseguições e pelos ventos de brutalidade policial. Você são o veteranos do sofrimento. Continuem trabalhando com a fé que sofrimento imerecido é redentor. Voltem para o Mississippi, voltem para o Alabama, voltem para a Carolina do Sul, voltem para a Geórgia, voltem para Louisiana, voltem para as ruas sujas e guetos de nossas cidades do norte, sabendo que de alguma maneira esta situação pode e será mudada. Não se deixe caiar no vale de desespero. Eu digo a você hoje, meus amigos, que embora nós enfrentemos as dificuldades de hoje e amanhã. Eu ainda tenho um sonho. É um sonho profundamente enraizado no sonho americano. Eu tenho um sonho que um dia esta nação se levantará e viverá o verdadeiro significado de sua crença - nós celebraremos estas verdades e elas serão claras para todos, que os homens são criados iguais. Eu tenho um sonho que um dia nas colinas vermelhas da Geórgia os filhos dos descendentes de escravos e os filhos dos desdentes dos donos de escravos poderão se sentar junto à mesa da fraternidade. Eu tenho um sonho que um dia, até mesmo no estado de Mississippi, um estado que transpira com o calor da injustiça, que transpira com o calor de opressão, será transformado em um oásis de liberdade e justiça. Eu tenho um sonho que minhas quatro pequenas crianças vão um dia viver em uma nação onde elas não serão julgadas pela cor da pele, mas pelo conteúdo de seu caráter. Eu tenho um sonho hoje! Eu tenho um sonho que um dia, no Alabama, com seus racistas malignos, com seu governador que tem os lábios gotejando palavras de intervenção e negação; nesse justo dia no Alabama meninos negros e meninas negras poderão unir as mãos com meninos brancos e meninas brancas como irmãs e irmãos. Eu tenho um sonho hoje! Eu tenho um sonho que um dia todo vale será exaltado, e todas as colinas e montanhas virão abaixo, os lugares ásperos serão aplainados e os lugares tortuosos serão endireitados e a glória do Senhor será revelada e toda a carne estará junta. Esta é nossa esperança. Esta é a fé com que regressarei para o Sul. Com esta fé nós poderemos cortar da montanha do desespero uma pedra de esperança. Com esta fé nós poderemos transformar as discórdias estridentes de nossa nação em uma bela sinfonia de fraternidade. Com esta fé nós poderemos trabalhar juntos, rezar juntos, lutar juntos, para ir encarcerar juntos, defender liberdade juntos, e quem sabe nós seremos um dia livre. Este será o dia, este será o dia quando todas as crianças de Deus poderão cantar com um novo significado. "Meu país, doce terra de liberdade, eu te canto. Terra onde meus pais morreram, terra do orgulho dos peregrinos, De qualquer lado da montanha, ouço o sino da liberdade!" E se a América é uma grande nação, isto tem que se tornar verdadeiro. E assim ouvirei o sino da liberdade no extraordinário topo da montanha de New Hampshire. Ouvirei o sino da liberdade nas poderosas montanhas poderosas de Nova York. Ouvirei o sino da liberdade nos engrandecidos Alleghenies da Pennsylvania. Ouvirei o sino da liberdade nas montanhas cobertas de neve Rockies do Colorado. Ouvirei o sino da liberdade nas ladeiras curvas da Califórnia. Mas não é só isso. Ouvirei o sino da liberdade na Montanha de Pedra da Geórgia. Ouvirei o sino da liberdade na Montanha de Vigilância do Tennessee. Ouvirei o sino da liberdade em todas as colinas do Mississipi. Em todas as montanhas, ouviu o sino da liberdade.
E quando isto acontecer, quando nós permitimos o sino da liberdade soar, quando nós deixarmos ele soar em toda moradia e todo vilarejo, em todo estado e em toda cidade, nós poderemos acelerar aquele dia quando todas as crianças de Deus, homens pretos e homens brancos, judeus e gentios, protestantes e católicos, poderão unir mãos e cantar nas palavras do velho spiritual negro:
"Livre afinal, livre afinal.
Escrito por Comunista às 09h33
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Ato homenageia Edson Luiz, morto pela ditadura há 40 anos
O estudante Edson Luiz Lima Souto, assassinado há 40 anos pela ditadura militar, será homenageado nesta quinta-feira (27) na praça Ana Amélia, centro do Rio de Janeiro. Na ocasião, será inaugurada uma escultura em homenagem ao estudante morto no dia 28 de março de 1968. O evento é resultado de uma parceria entre a Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, Prefeitura do Rio de Janeiro, União Nacional dos Estudantes (UNE), e União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes).

A cerimônia será realizada no auditório da Casa do Estudante do Brasil (em frente à praça), com a participação do ministro Paulo Vannuchi, da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH/PR), dos presidentes da Ubes, Ismael de Almeida Cardoso, e da UNE, Lúcia Kluck Stumpf.
O representante da Frente Unida dos Estudantes do Calabouço, local do assassinato de Edson, Elinor Brito e Benedita da Silva, secretária de Ação Social e Direitos Humanos do Rio de Janeiro, também estarão no ato.
Um presença que com certeza emocionará os presentes será a da mãe de Edson Luis, Maria de Belém Souto Rocha, que também deve inaugurar o busto em homenagem ao filho.
Após a inauguração da escultura, está prevista uma passeata até o terreno da sede da UNE, no aterro do Flamengo, onde será aberta a exposição fotográfica ''Direito à Memória e a Verdade — a Ditadura no Brasil 1964-1985''.
Edson Luís, presente!
Edson nasceu no dia 24 de fevereiro de 1950, em Belém, no Pará. O filho de Maria de Belém de Lima Souto era de família muito pobre e começou seus estudos primários na Escola Estadual Augusto Meira, em sua cidade natal. Mudou-se para o Rio de Janeiro e prosseguiu seus estudos secundários no Instituto Cooperativo de Ensino, que funcionava no tradiconal restaurante carioca Calabouço.
Edson foi assassinado a queima roupa durante a repressão policial da ditadura utilizada para desalojar os estudantes que haviam ocupado o Calabouço no dia 28 de março de 1968.
O corpo de Edson, baleado não chegou a ir para o IML. Foi levado imediatamente por estudantes para a Assembléia Legislativa. A necrópsia foi feita no próprio local do velório, pelos Drs. Nilo Ramos de Assis e Ivan Nogueira Bastos, na presença do Secretário de Saúde do Estado. Seu óbito de n. 16.982 teve como declarante o estudante Mário Peixoto de Souza.
O registro de Ocorrência n. 917 da 3ª D.P. informou que, no tiroteio ocorrido no Restaurante Calabouço, outras seis pessoas ficaram feridas, sendo atendidas no Hospital Souza Aguiar. Foram elas: Telmo Matos Henriques, Benedito Frazão Dutra (que veio a falecer, logo depois), Antônio Inácio de Paulo, Walmir Gilberto Bittencourt, Olavo de Souza Nascimento e Francisco Dias Pinto.
Outras três pessoas foram feridas na Praça Floriano, durante o velório de Edson Luiz, realizado na Assembléia Legislativa, são elas: Jouber Valan, João Silva Costa e Henrique Rego Carnel, também atendidos no Hospital Souza Aguiar.
O corpo de Edson Luiz foi levado por milhares de estudantes em passeata até o Cemitério São João Batista. O fato marcou a luta de resitência à ditadura sob o slong ''um estudante foi assassinado, ele poderia ser seu filho!'' e inspirou as centenas de grandes manifestações que ocorreram até a redemocratização do país com as eleições diretas de 1989.
Calabouço da resistência
Sobre a comida ali servida, nunca se ouviram elogios. Era péssima. Mas as recordações dos anos finais do Restaurante Central dos Estudantes, no Calabouço, Centro do Rio, revelam que o lugar era mais indigesto para o governo militar do que para os universitários que pagavam 50 centavos por um prato. Do golpe militar, quando a UNE foi posta na clandestinidade, até março de 1968, o restaurante foi o centro de ebulição da resistência à ditadura. De motivos mais triviais, como comida podre, às lutas mais encarniçadas, de lá partiram passeatas que desafiaram os generais e entraram para a História.
Muitas vezes, as manifestações começavam antes mesmo que os comensais largassem garfos e facas. Ex-dirigente estudantil em 68, o jornalista Bernardo Joffly, de 57 anos, foi um dos que enfrentaram os militares a golpes de talheres nas mesas do bandejão.
''Ficava todo mundo comendo naquele galpão enorme. De repente, um deles subia na cadeira e dizia: ''Companheiros, acabo de achar uma barata no meu feijão''. E aí todo mundo batia com os garfos nas bandejas, fazendo uma barulhada imensa contra a barata no feijão'', recorda-se.
Da barata no feijão ao FMI
Da barata no feijão, os manifestantes passavam num átimo à luta pelo calote ao FMI. Como juntava até 10 mil estudantes por dia, o pavio do lugar era curtíssimo. Em depoimento do projeto Memória do Movimento Estudantil, Joffly disse que a escalada de agitações chegou a tal ponto que ''alguém do staff pensante da ditadura militar chegou à conclusão de que eles tinham de acabar com o restaurante''. Esta briga, tempos depois, terminaria de forma trágica.
O começo, porém, foi cercado de afagos governamentais. O restaurante, inaugurado em 1951 na sede da UNE, na Praia do Flamengo, foi mais um produto do governo populista de Vargas. Embora vinculado à Divisão de Educação Extra-Escolar do Ministério da Educação, responsável pelo custeio, e ao Serviço de Alimentação da Previdência Social (Saps), espécie de mãe do Fome Zero, quem o administrava na prática era a União Metropolitana dos Estudantes (UME).
O restaurante só ganharia o nome sombrio que o eternizou na História no ano seguinte, quando foi transferido para a Avenida Infante Dom Henrique, nos limites do Aterro do Flamengo com o Centro, próximo do Aeroporto Santos Dumont. O professor de história Elinor Britto, ex-presidente da Frente Unida dos Estudantes do Calabouço (Fuec), disse que o lugar, nos tempos de colônia, teria abrigado um cárcere de escravos.
Complexo cultural
No complexo do Calabouço, além do restaurante, havia teatro e policlínica central, com exame laboratorial e consultórios. A sede da UME também era lá e produzia um jornalzinho. Na área externa, funcionava um pequeno comércio, com sapataria, relojoaria, alfaiataria, barbearia e lavanderia. Parte dos 10 mil estudantes inscritos, universitários e vestibulandos, era do interior, num Brasil que completava a transição do campo para a cidade. Um desses, chamado Edson Luiz, de 17 anos, viera de Belém do Pará.
''O restaurante ficava lotado o dia todo. Os jovens mais pobres se sentiam amparados. Para o bem ou para o mal, a UME conseguia manter aquilo a funcionando, com comida, médicos e enfermeiros. Comi muitas vezes lá'', contou o advogado José Antônio Nonato de Barros, vice-presidente da UME nos anos finais do restaurante central.
Nos anos JK, havia um clima de entendimento entre o governo e a UME, que negociava a construção de uma biblioteca e outro restaurante. O trabalho no local era voluntário e os estudantes comiam ouvindo notícias das faculdades por um serviço interno de alto-falante. O lema do Calabouço, segundo reportagem de O GLOBO publicada em 1957, era ''feito para servir''.
O tempero não demoraria a azedar. No dia seguinte ao golpe de abril de 1964, a sede da UNE seria incendiada e destruída, marcando o início de um longo período de repressão ao movimento estudantil. Curiosamente, o restaurante na Ponta do Calabouço foi poupado do vandalismo golpista. Ficou três meses fechado, mas os militares decidiram reabri-lo. Apenas tomaram a gestão das mãos da UME, fecharam a policlínica e passaram a controlar o acesso público ao lugar.
''A gente comia e era obrigado a ir embora'', lembra Elinor Britto.
Desde o primeiro momento, os estudantes cobraram do governo a devolução do restaurante à UME. É desta época a criação da Frente Única (Fuec). Além disso, reivindicaram a reabertura da policlínica e do centro comercial, além da formação do Instituto Cooperativo de Ensino (ICE), que os militares chamavam ironicamente de ''instituto comunista de ensino''.
Num período que o jornalista Elio Gaspari cunhou de ''ditadura envergonhada'', primeiros anos do governo militar, quando a repressão conseguia conviver com algum diálogo, a pressão estudantil reconduziu a UME ao controle do Calabouço e abriu caminho para a criação da cooperativa.
O fim do restaurante
Sem outro espaço adequado, o amplo salão do restaurante transformou-se, praticamente, em assembléia permanente contra o regime e tudo mais que incomodasse os estudantes. Havia uma preocupação permanente em defender o Calabouço, a ponto de se manterem estudantes em vigília permanente na área externa. Um deles era o paraense Edson Luiz, espécie de mascote da turma, também empregado em outras tarefas mais simples.
O golpe que levaria ao fim do Calabouço foi desfechado em 1967, por ocasião de um encontro que reuniria gente do FMI no Museu de Arte Moderna (MAM). A pretexto de urbanizar a região, melhorando o acesso ao Centro de quem vinha do Aterro, o governo anunciou a demolição do restaurante do Calabouço.
Até o galpão vir abaixo, a demolição provocou uma batalha campal entre as forças do regime e os estudantes. Para acalmar os ânimos, o então governador da Guanabara, Negrão de Lima, propôs a construção de novo restaurante, a poucos metros do antigo, na Avenida General Justo, esquina com Rua Santa Luzia - onde, segundo Elinor Britto, existe hoje uma unidade de Habilitação do Detran.
''Fomos traídos por Negrão de Lima. O velho Calabouço foi demolido sem que o novo estivesse pronto. Tentamos impedir, quebrando as máquinas, mas eles cercaram com a PM'', disse Elinor.
Três meses de 'pendura'
Com a quebra do acordo, os estudantes se recusaram a ficar de barriga vazia. Fizeram uma seqüência de três meses de ''pendura'', comendo sem pagar em restaurante famosos do Rio, até que o governo anunciou a abertura do novo restaurante do Calabouço, em agosto de 1967.
''Entregaram o restaurante inacabado. O lugar estava cheio de poeira, sem condições de higiene, e a comida continuava intragável. Iniciamos então um conjunto de lutas praticamente diárias'', recorda-se o ex-dirigente.
O regime, ao mesmo tempo, dava sinais cada vez mais fortes de intolerância com os estudantes. A repressão, que até ali já havia produzido alguns feridos (incluindo mutilados), chegaria ao ponto extremo no dia 28 de março do ano seguinte, quando a PM, comandada pelo Exército, entrou atirando no restaurante para abortar mais uma passeata. Na trajetória de uma bala, estava o coração de Edson Luiz. Naquela data, o Calabouço fecharia para sempre.
Escrito por Comunista às 02h12
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86 anos de luta do PCdoB
Antonio Alberto Gomes - Figueiredo
O ano de 1922 foi marcado por importantes acontecimentos: foi realizada a Semana da Arte Moderna; o Levante do Forte de Copacabana, e em 25 de março foi fundado o Partido Comunista do Brasil - PCdoB. Ele nasce nas lutas da incipiente classe operária brasileira. Inspira-se na Revolução Socialista de outubro de 1917 e levanta a bandeira do socialismo em nossa terra.
De lá para cá, parafraseando o poeta Ferreira Gullar, o Partido Comunista não se tornou a maior agremiação do Brasil, mas quem se referir à história brasileira sem mencioná-lo, ou não conhece a história ou está “ocultando parte importante dela”. O poeta chileno Pablo Neruda diz em um dos seus poemas que o partido deu voz e ação aos humildes e oprimidos.
Para ganhar vida, quantos obstáculos nosso partido tem enfrentado! O principal deles: o conservadorismo e a violência das classes dominantes. Num país marcado por longos períodos de ausência de democracia não tem sido fácil a sua atuação política e organizativa.
Em julho de 1922, quatro meses após sua fundação, é posto na ilegalidade. Sua sede foi invadida e seus dirigentes presos - uma dolorida e dramática rotina em boa parte dos seus dias.
Reorganizado e na legalidade em 1945, o partido obteve grande sucesso eleitoral, obtendo 10% da votação para presidente da república, e elegendo uma bancada de 14 deputados e um senador (Luis Carlos Prestes) para a Assembléia Nacional Constituinte de 1946. Isso mostra o vigor e respeito do nosso partido, pois mesmo estando proibido de funcionamento pelos mais de vinte anos anteriores, teve o reconhecimento popular nestas eleições gerais de 1946. Nesta constituinte nossa bancada de parlamentares assegurou importantes direitos trabalhistas e sociais, incluindo a liberdade religiosa, por iniciativa do Deputado Comunista Jorge Amado.
Em 1947, foi posto novamente na clandestinidade e teve cassado os mandatos de seus parlamentares. Iniciou-se um período de restrições às liberdades públicas e de atentados severos ao Estado de Direito. Enfrentou o autoritarismo da República Velha e do Estado Novo, capitaneou o movimento contra o nazi-fascismo, promovendo manifestações de massa para a entrada do Brasil na guerra contra as potências do Eixo, pela anistia e pela redemocratização do país. Impulsionou a campanha “O Petróleo é Nosso”, que resultou na criação da Petrobrás, em 1953. Lutou contra o regime dos generais de 1964. Pela democracia, organizou a Guerrilha do Araguaia - sementes de coragem e amor ao povo e ao Brasil.
Só no último período de ditadura militar, mais de uma centena de comunistas foram assassinados. Fato marcante foi à chacina da Lapa em 1976, quando as forças policiais cercam a casa onde estavam reunidos os dirigentes nacionais do PCdoB, e promovem uma verdadeira fuzilaria, matando três dos presentes e aprisionando os outros, alguns feridos. Porém o Partido jamais deixou de atuar, nunca renunciou ao seu papel, a para exercê-lo teve, na expressão de Jorge Amado, de atuar nos “Subterrâneos da Liberdade”. Estando à frente da resistência contra a ditadura de 1964 desde seus primeiros momentos, aprofundou na década de 1970 a luta pela anistia e pela constituinte.
Em 1984, foi ator importante na luta pelas Diretas-Já, Na década de 1990 intensifica a luta contra o neoliberalismo, no combate direto às privatizações de empresas públicas estratégicas para o desenvolvimento do País. Teve papel destacado na campanha vitoriosa do Fora Collor, em 1992, quando os carapintadas tomaram as ruas e empolgaram o País.
Pelas contingências da história nacional o PCdoB é um partido forjado no combate a ditaduras e na defesa da soberania, da democracia e dos direitos do povo. Toda vez que seu funcionamento foi coibido, as liberdades públicas estavam sendo sufocadas em nossa pátria, e destacando-se as forças obscurantistas e reacionárias.
Teve assim, ao longo de sua história, se destacado na luta pelo fortalecimento da soberania do País e o desenvolvimento econômico-industrial voltado para o atendimento das necessidades do povo brasileiro, mesmo vivendo três quartos desses 86 anos na clandestinidade e na ilegalidade por imposição de ditaduras e períodos de democracia restrita no País.
Depois da Anistia de 1979, passou a viver um período de semilegalidade e, em 1985, iniciou o período mais longo de legalidade que jamais viveu até os dias de hoje, sendo 23 anos de legalidade. O mais longo de sua história. O Partido Comunista é uma organização em expansão e florescimento. Está hoje em quase dois mil municípios, e presente no parlamento e no executivo federal, de Estados e municípios.
Oitenta e seis anos! Tantas lutas, quanta ação. O partido marcou a história brasileira com suas bandeiras. Presente no cotidiano das lutas do povo, impregnou-se das qualidades da nossa gente. Adquiriu a força e a bravura dos sertanejos, enaltecidos por Euclides da Cunha. Não perdeu a ternura, como aconselhou Guevara. E armou-se da persistente teimosia de um povo que não abre mão de ser feliz, o que será plenamente possível no Brasil soberano, democrático e socialista que nossas mãos unidas irão conquistar.
Antonio Alberto Gomes Figueiredo é presidente do Diretório Municipal do PCdoB de Santa Bárbara d’Oeste
Escrito por Comunista às 01h54
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A vida em debate
DAVI RAMOS
Debates filosóficos e científicos sobre o que é a vida e, principalmente, quando ela começa, polarizam a humanidade desde seus primórdios e se aprofundam a medida em que a ciência avança seu conhecimento. Um debate secular que não chegou a termo e sob o qual residem inúmeros polêmicas.
Ocorre que tal debate pode ser acadêmico e religiosamente pertinente, porém do ponto de vista social ele é pouco relevante quando se trata de discutir fatores que envolvem a saúde pública e qual o papel do Estado como ente mediador das relações sociais e gestor de serviços essenciais como saúde e educação.
Ao confundir as duas esferas de discussão, corre-se o risco de se criarem regras e leis que não observem as reais necessidades da população em nome da ética e moral religiosos, que tem sua importância, mas são temas de foro individual e não coletivo.
É o que se passa, efetivamente, com o debate sobre as pesquisas com células-tronco embrionárias, permitidas no Brasil pela Lei de Biossegurança de 2005 e alvo de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade sob o argumento de que tal dispositivo se coloca contra o princípio constitucional da inviolabilidade do direito à vida.
As pesquisas com células-tronco são um avanço extraordinário da ciência que pode curar doenças e reverter danos físicos que, até pouco tempo, eram tidos como permanentes. Elas são permitidas em embriões congelados há mais de três anos e com a autorização dos pais, portanto células que nunca se desenvolverão.
Colocar-se contra a continuidade dessas pesquisas e impedir a realização de terapias com estes insumos em nome do direito há vida é uma postura hipócrita. Então privilegia-se a vida de unidades celulares em detrimento da vida de pessoas? As pesquisas com células-tronco embrionárias podem significar a melhoria da qualidade de vida para milhões de seres humanos, vidas constituídas e que podem se beneficiar dos avanços da ciência para serem vividas em melhores condições.
O Estado, o Supremo Tribunal Federal e a sociedade ao se verem diante da escolha entre a vida embrionária e a de milhões de pessoas não podem, nem devem titubear.
Apesar de haver uma expectativa quanto ao posicionamento da maioria dos ministros em favor da manutenção da Lei de Biossegurança, a Adin (ação direta de inconstitucionalidade) não foi votada, pois o ministro do STF Carlos Alberto Menezes Direito pediu vistas apesar do voto declarado e favorável do relator Carlos Ayres Britto e da ministra Ellen Gracie que fez um apelo para que não retardasse, já que tem mais de 500 processos esperando para ser votado, e a de lembrar que essa Adin está há de 3 anos no STF.
O Ibope realizou uma amostragem nacional, entre os dias 24 e 29 de janeiro, contabilizando um percentual de 75% de pessoas que concordam totalmente com a manutenção da Lei da Biossegurança e 20% concordam parcialmente.
A pesquisa apontou que os brasileiros têm um pensamento contemporâneo e apóiam as pesquisas com células-tronco embrionárias como forma de desenvolver novas oportunidades no campo da medicina.
Em um ou outro caso, ganha a ciência e a afirmação do caráter laico do Estado brasileiro.
Davi Ramos é vereador em Americana (PCdoB)
Escrito por Comunista às 07h39
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